Google+ Badge

PROSÓDIAS

FACEBOOK

FESTINA LENTE PELO MUNDO

Map
Loading...

Follow by Email

BO ! (aramaico)

dezembro 23, 2011

O LANÇADOR

                              Instagram - Por Rafael Noris
O LANÇADOR


         Pensando em documentário, decerto não vira, mas tento que tento descrever como foi. Trata-se de substância sensível – a bola – com as angulosidades aconchegantes, pidonas de um bom petardo, de peito-do-pé e, é claro, de equivalências disso à ejaculação de um membro viril, calibroso e igualmente teso.
         (Sempre meiocampista, via e batia de longe – cálculos precisos e patadas certeiras – lançamentos ambiciosos; o preto no branco no que fosse da defesa. Engenho e arte quando o time avança e me cabe criar.)
         Agora me cabe criar, por exemplo, preencher lacunas (de memória e outras substâncias sensíveis) com ficção, pois me falta todo tipo de registro outro que não seja este descrever, para fazer virar real. E só vira se fizer valer a memória do pé, suas inflexões de corpo. Calos são documentos e eu tenho um calo-artilheiro .
        (Meiocampinta, era eu quem fazia câimbras no nervo ótico da torcida, torcida de várzea, mas minhas inversões de rumo no campo, da extrema direita à ponta-esquerda, faziam diástoles, prendiam respiração.)
       Para criar tecido narrado aqui, sobre futebol de campo (campo de várzea) farei inversões sim, mas não terei, jamais, atrasado a bola ao gol ou penado a bola, que não é inimiga (‘como o touro numa corrida’), mas, -sobretudo, - é mister, diria o João Cabral que, não obstante não me ter visto em proezas, falamos a língua dos tendões e nervaturas do pé.
       A bolota do calo do pé, por vezes e sempre que solicitada (numa falta, por exemplo) vira a testa que cabeceia sim-senhor, mensura a Lei da Gravidade, opera equivalências newtonianas; faz o diabo.)
      Naquele dia-dos-pais, no colégio onde meninos levavam seus pais a praticar esportes coletivos, eu postei o meu embaixo do travessão e entre os dois paus das traves. Então tomei distância de meio-campo e bati com o calo-artilheiro, calibrado. A bola subiu linhaça e desceu projétil bem na testa do filho-do-mãe do meu filho, que desmaiou-se. Eu o tenho salvo da dor.
         

dezembro 22, 2011

RUIVA - DA SÉRIE DE MICROCONTOS MONOFRÁSICOS 'DECAS AO PONTO'

                           Crédito:Genoma Humano
                           
 RUIVA


                    Por Marco A. de Araújo Bueno




Vi, que vi; tudo tão ligeiro, quando vi - não vi!




[Microconto de dez palavras, publicado no BMM*]




                     Colaboração: Ju Ramasini
                          [em protesto...]

dezembro 19, 2011

A FILA - CONTO LIDO POR F.FICOMENO AL'GOLEN (OUT FLIPORTO)

                                                     Por J.Cocteau

Aos tecnocratelhos CNPq & consoante unicampilantras, como medida preventiva.



http://www.gengibre.com.br/cast/V1704BPB0

dezembro 05, 2011

O GRUPO (FB) - BMM* - BREVE MOTES A MICROCONTOS CONSOLIDADO

ß̅*


#
Pedro Gobett
Psicólogo Clínico (apenas no meu consultório, favor não insistir) na empresa Psicólogo Clínico
#
Remover administrador
Guilherme Salla
Professor na empresa Prefeitura municipal de Indaiatuba SP
#
Remover administrador
Marco Antônio Araújo Bueno
Universidade Estadual de Campinas
#
Remover administrador
Ivan Hegen
ECA-USP
#
Remover administrador
Cecilia Prada
Faculdade de Jornalismo Casper Líbero
#
Remover administrador
Vivian Marina
#
Remover administrador
Rafael Noris
Conteúdo e Mídias Sociais na empresa Webcompany
#
Remover administrador
Vivian Bueno Cardoso
#
Tornar administrador
Biblioteca André Soares Beas
UM
#
Remover administrador
Luís Sérgio Dos Santos
Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
#
Remover administrador
Ricardo Socudo
Designer Gráfico na empresa Lista do Bairro
#
Remover administrador
Wender Montenegro
Professor na empresa SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TRAIRI
#
Remover administrador
Adriana Salerno
Trabalha na empresa {[ vad.com.br ]} projetos multimídia
#
Remover administrador
Amanda Ferreira
Universidade Estácio de Sá
#
Remover administrador
Evelyn Rosenzweig
Advogada na empresa Evelyn Rosenzweig
#
Remover administrador
Vítor Queiroz
UNICAMP
#
Remover administrador
Camila Gomes
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
#
Remover administrador
Thiago Alves
Produção Cultural na empresa Prefeitura Municipal de Sumaré
#
Remover administrador
Elisângela Nolasco de Oliveira
Florianópolis, Santa Catarina
#
Remover administrador
Luiza Mazulo
Universidade de Fortaleza
#
Remover administrador
Wagner De Souza
#
Remover administrador
Alvaro Posselt
Trabalha na empresa Professor
#
Remover administrador
Johnny Everton da Silva
Trabalha na empresa IBM Brasil
#
Remover administrador
Samir Mesquita
São Paulo, Brazil
#
Remover administrador
Giovanna Henrique Marcelino
São Paulo, Brazil
#
Remover administrador
Carina Albukerke
#
Remover administrador
Teresa Cristina Barros
São Paulo, Brazil
#
Remover administrador
Lilly Falcão
ESMAPE - Escola Superior de Magistratura de Pernambuco
#
Remover administrador
Geraldo Magela Cardoso Magela
Médio
#
Remover administrador
Julio Damasio
Curitiba, Brazil
#
Remover administrador
Érika Caneira
SETA
#
Remover administrador
Marcelo Finholdt
Transmutador na empresa Trabalho e emprego, enquanto vivo!
#
Remover administrador
Jeferson Bandeira
#
Tornar administrador
Lu Lory Blue
#
Remover administrador
Wilson Gorj
Aparecida, Sao Paulo, Brazil
#
Remover administrador
Jussara Monteiro
UFRJ - Faculdade de Letras
#
Remover administrador
Carlos Lima
Universidade Federal Fluminense
#
Remover administrador
André Salviano
Trabalha na empresa COPPE/UFRJ
#
Remover administrador
Márcia Izaac
FMUSP
#
Remover administrador
Marcos Bassini
Diretor de Criação na empresa MOBster
#
Remover administrador
Anne Lucy
Universidade Federal do Amazonas
#
Tornar administrador
Celamar Maione
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
#
Remover administrador
Raquel Matos
Fabico - UFRGS
#
Remover administrador
Xico Sá
São Paulo, Brazil
#
Tornar administrador
Carol Moralles
PUC-RS
#
Remover administrador
Daniel Serrano
#
Remover administrador
Rony Vonn
#
Remover administrador
Carolina Motta
Bolsista na empresa Projeto Contribuinte da Cultura
#
Remover administrador
Bruna Mesquita
Trabalha na empresa Fisioterapeuta
#
Remover administrador
Rafa Carvalho
Trabalha na empresa Fora do Eixo
#
Remover administrador
Frederico Marchese
Bolsista na empresa PET Geografia/UFRGS
#
Remover administrador
Paola Benevides
Revisão, tradução, transcrição e digitação. na empresa Logos Formatações
#
Remover administrador
Eliana Carpinelli
#
Tornar administrador
Eliza Shi
#
Remover administrador
Patrícia Moresco
Trabalha na empresa CREA-PR
#
Remover administrador
Matheus Trevisan
Trabalha na empresa CEPESP - FGV
#
Remover administrador
Maurício de Almeida
#
Remover administrador
Denison Mendes
Porto Alegre, Rio Grande do Sul
#
Remover administrador
Jocelino Pessoa
Produtor Executivo na empresa Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea
#
Remover administrador
Pedro Serrano
Ciências sociais
#
Remover administrador
Davi Aquino
Gerente de Publicidade na empresa GeoAmbiental Jr
#
Remover administrador
Homero Gomes
Escritor na empresa Literatura
#
Remover administrador
Rivaldo Giancotti
#
Tornar administrador
Casimiro Teixeira
Trabalha na empresa Desempregado sem subsidio
#
Remover administrador
Kaic Aude
Universidade Anhembi Morumbi
#
Remover administrador
Mariana Guerra
Brasília, Brazil
#
Remover administrador
Lourdinha Lima
UNESP FRANCA
#
Remover administrador
Roberto Bezerra da Silva
Não
#
Remover administrador
R.c. Quaresma
Universidade Estadual de Goiás - UEG

                                            AGORA É SÓ AFINAR OS INSTRUMENTOS
                                          PRATICAR A ECONOMIA TEXTUAL
                                           ESTERTORAR AS ELIPSES
                                           POTENCIALIALIZAR AS EPIFANIAS
                                                                     AFETAR-SE

GRUPO: Breves Motes a Microcontos
moteamicro@groups-facebook.com

FRAGMENTÁLIA





dezembro 02, 2011

JOYCE E O SINTOMA [EM J.LACAN POR J.FORBES

http://youtu.be/aR7LZaTrXYI?t=3m48s

Grato ao colega Pedro Gobett pela recolha do registro.Suponho que o texto literário seja tributário de algo como o que lacanianos chamariam "acontecimento de corpo". Mas Drummond já sabia disso; acho. Colo
um segmento do FRAGMENTO V da minha tese de doutora ('Brevidade e Epifania na Micronarrativa Contemporânea"-Unicamp/2008) onde a concepção de Epifania é lida numa chave das postulações lacanianas sobre o Registro do Real:



romance “il fuego” (o fogo) de Gabriele D’Annunzio publicado na virada do século XIX, cuja parte primeira relata os êxtases estéticos do poeta Stelio Effrena e se chama

exatamente “Epifania do Fogo”, segundo R. Ellmann, biógrafo de Joyce.De fato, neste livro-embrião (do subseqüente “Retrato do Artista Quando Jovem”, pelo menos), aqui onde

assinalo a noção laica, secularizada de epifania, literalmente salvo (cerca de 500p) do fogo por Nora Joyce (!), seu marido afirma que, ao captar o momento exato no qual essa

aparição acontece [e Joyce colecionava fragmentos disto pelas ruas de Dublin], “ele acaba de sondar intensamente, em toda a sua verdade, o ser do mundo visível (...) a beleza,

esplendor do verdadeiro, acaba de nascer”. Assinaladas algumas pistas genealógicas e contornadas considerações que subjazem toda a experimentação formal dos modernistas

(inclusas aquelas que remetem ao grande legado do movimento romântico, qual seja, o de questionar e dissolver a própria aplicabilidade do conceito de gênero, já aludida aqui,

questão enriquecida tanto pelo formalismo russo quanto pelo círculo bakthiniano) estabeleçamos, para efeito da natureza do efeito que nos importa, o que, relacionado à

epifania, constitui categoria neste estudo e isso demanda alguma operacionalidade como a que busco, junto a Miguel Cardoso, quando afirma ser a epifania “(...) um

instrumento de revelação que suspende o devir e se destaca dele (...) momento efêmero [que] registrado – prende a atenção –(...) prolonga seu significado(...)e fornece nós

privilegiados de significado ao leitor”. A idéia topológica de “nós” remeter-nos-á a Lacan, isso é certo, à categoria do que denomina registro do real, por definição –

inapreensível (equivalente à coisa em si postulada por Kant) -, sobre cuja propriedade essencial, afirmava Lacan, “(o Real) não tem fissuras”. Afirmava até chegar a Joyce no

seminário de 2004 – “Sinthome”, no qual dedica um capítulo à idéia de um furo no real, pela proposta topológica de uma outra urdidura de nó, para dar conta da epifania.

Observe-se que, de extração freudiana (“das ding”), esse real, para Lacan – a coisidade da coisa, cuja materialidade falta na linguagem, ainda que não examinemos aqui o teor do

referido seminário, interessar-nos-á no exato momento em que, para a noção de epifania como efeito no leitor de um microconto, efeito este que parece atado ao registro do

simbólico, que é coextensivo à ordem da linguagem segundo o próprio Lacan, tentarei estabelecer a diferença entre a singularidade da experiência suscitada no leitor de

narrativa condensada ao extremo, e algumas das tantas formas de arrebatamento que a leitura de uma obra de arte provoca, em sentido amplo. Quando não, pelo menos, que se

observe o quão recente é o escopo de todo esse conjunto de postulações teóricas!

novembro 28, 2011

ESCRITA À PUTANESCA

                          Não sou Kido, Caco é quem sou!
ESCRITA  À  PUTANESCA

                                      Por Marco A. de Araújo Bueno

          Sou um acadêmico em sabático perpétuo, do nunca-mais-voltar, do cabular refeições de
cantina universitária, patês de editoras que tais e, ah - relatórios e formulários kafkianos. Estou
abjurando meu Curricumlun Lattes, e o faço de público, como intelectual que maqueteia (ser 'r')
ideias e as faz publicar. Ou faz por onde que assim ocorra, porra.
          Me apraz escrever abstracts em galego e usar advérbios como frase, tal como respira o Lobo.
          Me eriça os pelos pubianos estar  à la izquierda de la esquerda em bravatas de condomínio dos
campi e tomar fanta uva onde se brinda com chapinha e fumar cigarrilhas kojac onde se pita maconha
e, o mais relevante - estar em atraso - crave-se deadline, eu furo.
           Sou um psicopata nesses feudos universitários na exata medida em que não introjetei  a norma.
           Me canso fácil  do visual  que mimetiza o clean com tijolinhos do semblante dos Prof.Dres de cara
lavada, nunca escanhoada, muito menos barroca,  como as texturas quentes de suas gesta européias e me
irrita a paraninfernal  idoneidade de referência dos seres de roda-pé.
            Sou um fotógrafo benjaminiano (vide foto) e pertenço à mim e à vala comum, em que não me precipitei...

                                  Photo por mim mesmo (Unicamp)


novembro 22, 2011

FESTINA LENTE APOIA E ASSINA EMBAIXO -

 
  A Literatura não é pra servir, não tem serventia, não a vejo como 'missionária, engajada etc. No entanto, sou um intelectual e tal condição sim, serve à Literatura. Meus leitores que se entendam com isso, afinal, tenho na
Educação meu único modo de inserção acadêmica formal (mestrado, doutorados I e II/Unicamp), quer dizer -
produzo ideias e as publico. Seria conivente com o obscurantismo se não fizesse constar em meu blogue pessoal
este arrazoado (que contextualiza episódios de estudantes na USP, de forma elegante, ponderada, lúcida e com uma acuidade notável) que, diga-se, a FOLHA DE SÃO PAULO NÃO PUBLICOU. E vou além - publiquei uma foto no coletivo De Chaleira que coordeno, por ocasião da posse do atual reitor da USP, o Grandino. Vaticicínio! Com que pompa este 'educador' cercava-se de uma escolta engalanada, pomposa; ridícula! Parabén Pedro Serrano!


* Pedro Serrano
Recentemente, o governador Geraldo Alckmin sugeriu que os estudantes da USP tivessem uma “aula de democracia”. Mas onde está a democracia na Universidade de São Paulo?
A USP já é uma universidade antidemocrática para os milhares de jovens que não conseguem acesso a ela. Na maioria das vezes, somente quem paga por uma escola ou cursinho consegue passar no vestibular para uma universidade pública.
A organização interna da USP, também, não respeita padrões mínimos de democracia. Com um estatuto inalterado desde a década de 70, os conselhos deliberativos da universidade têm participação restrita de estudantes, funcionários e professores. Para eleger o reitor da universidade, por exemplo, menos de 5% da comunidade universitária tem direito a voto, indicando ainda uma lista tríplice a partir da qual o governador do estado escolhe o nome de sua predileção.
João Grandino Rodas, atual reitor da USP, foi escolhido dessa maneira: segundo colocado no processo já antidemocrático de eleição, foi nomeado por José Serra. Por isso, sua gestão não apresenta compromisso com a democracia. Na política de acesso à universidade, a USP continua distante da maioria da população. Na maneira de se organizar internamente, temos visto o uso da força de sobrepor ao diálogo.
É isso que está por trás do que temos visto se passar na USP. A mega-operação policial organizada pela reitoria para desocupar o prédio de sua administração contou com efetivo policial superior ao utilizado na operação do Carandiru em 1992, por exemplo. Assim, a universidade deixa de ser o espaço do debate entre idéias para ser o espaço do conflito e do uso da força.
O próprio problema de segurança pública segue sem resolução. Segundo pesquisa do Datafolha, 57% dos estudantes não se sentem mais seguros na USP com a presença da polícia militar. Isso se deve ao fato de a reitoria ainda não ter tomado medidas básicas para resolver os problemas relacionados à segurança, como o aprimoramento da iluminação no campus e a ampliação da circulação de pessoas dentro dele, abrindo os portões da USP para toda a sociedade.
Todas as grandes universidades do mundo têm uma política própria de segurança para seus campi, respeitando a autonomia universitária. Por que a USP, que tanto se preocupa com sua colocação nos rankings mundiais, não segue esse exemplo? A própria universidade produz uma massa crítica que pode pensar um plano alternativo de segurança para nossos campi. A opção da reitoria, antes de conveniar-se com a PM, deveria ser a de se aliar com essas pessoas.
Frente a essa situação, milhares de estudantes estão se movimentado. Nas últimas semanas, as assembléias e os atos do movimento estudantil contaram com a presença de mais de 3 mil estudantes, que rechaçam a falta de democracia na universidade e a maneira como a atual gestão da reitoria trata a questão da segurança pública na USP. Mais de 50% dos alunos do campus Butantã estão em greve, com grande solidariedade por parte de professores e intelectuais.
O mínimo que o reitor da USP e o governador do estado deveriam fazer nessa situação é dialogar com os manifestantes e atender às suas reivindicações.
Mas não é isso o que vem acontecendo. Por isso, na próxima quinta-feira (24/11), realizaremos um grande ato na Avenida Paulista, com concentração às 14h na Praça Oswaldo Cruz. De lá, sairemos em caminhada até o vão do MASP, onde será realizada uma “Aula de democracia” do movimento estudantil (evento no Facebook). Vamos todos demonstrar que democracia real se faz nas ruas e na mobilização!
Nosso convidado especial já foi escolhido: governador Geraldo Alckmin. Será que ele aceita?
* Pedro Serrano é diretor do DCE da USP e faz parte do Juntos! Escreveu esse texto para o “Tendências e Debates” da Folha de S. Paulo. A Folha, é claro, não publicou



novembro 20, 2011

VERÂNITAS - VERÍSSIMO TEMPO


    A (re) volta do feriadão cívico e físico e quântico-caos






                                           
                                           Diego, amigo, -'Pouca areia pro meu caminhãozinho"



      






                                                    VERÂNITAS -VERÍSSIMO TEMPO

                                                             Por Marco A. de Araújo Bueno

  Ventos fortes ao vento; vento de ventos ao vento, - ancoro-me.







                                                             



     


novembro 18, 2011

CONTO VIRA ROMANCE ? NÃO !

Novembro / 3001*, de Marco Antônio de Araújo Bueno, traz uma linguagem contaminada pelo vocabulário acadêmico, o que torna seu narrador metódico e irônico. Reconheci em seu labirinto narrativo certas imagens de autores célebres como Machado de Assis e Euclides da Cunha. O conto, apesar de curto, é um vasto mosaico distópico e bizarro, no qual cabe quase tudo: pós-humanos, contrabandistas de órgãos, milícias tribais, mortos-vivos, criaturas andróginas, programas de reabilitação etc. O comentário de meu amigo especialista em FC foi: “Esse conto não chega a pertencer à estética cyberpunk, tampouco à new weird, mas está confortavelmente instalado entre ambas.”

Breno J.

* Há um romance homônimo no prelo sim, mas é um romance sci-fi derivado em coesão textual, experimentalismo linguístico (neologismos, como 'Tarefário', p.ex.) e temática (Estranho) da esteira narrativa de oito contos publicados ao longo dos três anos do Projeto Portal, coordenado pelo ficcionista Nelson de Oliveira. É que chegamos a Novembro e a publicação ficará por conta do calendário incasteca.

novembro 08, 2011

MICROTRAUMAS EM CABO CANAVERÃO -AO FRAGMENTÁLIA

Assim, tão logo pude piscar meus olhos e compreender o porquê do grau de afastamento dedos-teclado, fraturei o mata-piolho e o pai-de-todos da direita enquanto a esquerda expulsava,com porradas no teclado, um espy residente e a perlonga (assim mesmo, sem delongas) dinossáurica que me transmitia  
ANGUSTIA DA INFLUÊNCIA DENGOSA

novembro 07, 2011

RMB PARA RMB, PELO ANIVERSÁRIO DESTE

Vivo fosse (faz 15 que morreu), teu avô paterno talvez iniciasse assim uma daquelas gravações em fitas k7: "Hoje , dia sete de Novembro de 2011, Segunda-feira , são precisamente uma hora e onze minutos na Cidade Princesa, temperatura - 21 gruaus, e o ilustre futuro causídico, meu neto, Rodrigo Motta Bueno, completa vinte e três primaveras! Senhoras e senhores, boa noite e, Digão - vou a São Paulo amanhã!". Como um memorialista (gostava de ser chamado assim) assim mesmo, teria consignado o registro de mais um dia na chave da mais pitoresca e testemunhal (de testículos, etimologicamente) História das Mentalidades que urdia da cozinha da casa que construiu no Cambuí ao se casar e, empós, ter-me por filho que viria a gerar o neto causídico etc. Gratíssimo, Jão, pelo presente; parabéns, Rodrigo, eis teu presente!


FOTOS D'OS ARQUIVOS INCRÍVEIS DO JOÃO ANTÔNIO" (o amigão Bürher de Almeida, nasciso no ano da graça de 1957)

novembro 04, 2011

CAMAFEU - CONTO PARA O SARAU DE ENCERRAMENTO OFICINA

CAMAFEU CLÁSSICO DE MARINA VI

Camafeu

Por Marco Antônio de Araújo Bueno


Deixando o restaurante bandejão, lá vinha a Roxana equilibrando mochilinha nas costas, tonelada de xerox na mão esquerda e um saco plástico contendo uma baguete de pão murcho e uma laranja não descascada. Eu acompanhava a cena de um ponto do campus onde, aos trancos, sacolejando, desembestando pela turba, ela trombaria comigo, surpresa, mas agradecida: - “Ah, o cara, meu anjo da guarda, o carinha que deixou a Psico pra entrar pra História!”. Assim me enquadraram quando, alguns anos de formado, consultório claudicante, entrei para o curso de História querendo esquentar um projetinho de mestrado que me levaria a muitos, muitos pontos do campus. A gente conversava papos-cabeça enquanto eu lia seu tronco e membros. Ela achava meu olhar “algo penetrante...” essas conversas sobre Eros e Tânatos, e eu sentia alguma ternura melancólica pela sua libido-algo dispersa- ali distribuída entre os textos pesados para os dezenove da menina e o pão murcho, que pegava por pegar, do jeitinho mesmo como pegava meu membro e enlaçava meu tronco. E nada, nada sabíamos sobre a laranja e o que já significava àquela altura. Tratarei de descascá-la aqui, com um leve arrepio na espinha e muita dificuldade de recordar a fluência com que passeávamos por tantos labirintos simultâneos, com o fio de Ariadne que nos oferecia a nossa condição de “membros”. Proust acreditava que o passado residia nos objetos.
Que a laranja me faça as vezes da “Madeleine” no chá que trouxe toda a infância do escritor, em Combray. E eu os conduzirei pelas andanças de um outro objeto, por corpos, por lugares e por instâncias vertiginosas entre tânatos e o que tínhamos de Eros.
Ela e eu nos sentamos de frente um para o outro com as pernas abertas ao modo de sempre. Entre as dela, duas sedinhas, uma pro “digestivo”, outra para envolver um camafeu microscópico preso à argola de um piercing. “O passado (apontei para o pão), o presente (para o baseado) e. o futuro?” Uuuuu...
Acho que não vai acreditar, falou arrastado, envolvendo a peça insólita com a sedinha e erguendo o polegar esquerdo enfiado até a metade da laranja cuja casca rompeu por cima, sem ferir os gomos. Imagina o que se pode esconder entre estas suculências cítricas, como se cravasse na rocha...e dissolvesse, assim...
Eu perdi a seqüência dos movimentos ao desviar o olhar para o trote nada abstrato das ancas e peitos de Luciana que se aproximava explodindo em sol, transpiração banhada e aromas de cânfora, rangidos de calçados aquáticos e mais a volúpia animada pela convicção de trepar comigo, depois do almoço, como gostava. Era a hora do nosso itinerário pelos recantos preguiçosos do campus pós-prandial, entre laboratórios de Física, abandonados- “Bom, eu já curto endorfinas e coisas parecidas, assim, viagem de pele, sem maldade. O que rola com os de ervas, to trocando por serotonina e toda dopamina da minha lata mesmo, ô caras, sai dessa!”.
“Aceite esta laranja aqui, Luciana, vem, a gente caminha pelo fumódromo e então vai me contando como curte o cara, sem maldade...” Afastaram-se, e eu fiquei vendo quase mudo como uma lentificava a outra, enquanto se dissolvia o enigma da fruta, com um camafeu preso ao piercing metido pelas estranhas. Piercing de língua. A propósito, a Roxane pesquisava línguas nativas de tribos não aculturadas. A tarde passou. Manhã seguinte, depois do intervalo, a notícia corre: morreu de congestão! Comeu carne e foi pra piscina, já era, a gostosona...Uma tragédia, coisa horrível de ver, enrolou a língua, ficou roxa roxa, ta estendida no lava-pé esperando a enfermaria, mas já foi, todo mundo acha, choradeira, que morte estúpida, coisa besta...as amigas querendo nem ver, a fruta no chão... O frio na espinha veio com minha manobra bem sucedida que, num vacilo dos para-médicos, logrou retirar-lhe o piercing da língua e, mais tarde, arremessá-lo ao lago central do fumódromo, na ala sul. Não me perguntem a razão. É muito cedo ainda. Um impulso... de protegê-la, talvez. Até hoje não sei. Nas semanas seguintes, quando a observava de longe, sentada, catatônica, fitando a pouca profundidade do laguinho, na ala sul-oposta à saída do bandejão, ficava sem pensar. Ela, sem textos nem pretexto; sem pão nem laranja. Parecia encantada. E estava.
E eu estaria assim, até agora, se um varredor que me espiava enquanto eu olhava Roxani espiando o lago, se ele não tivesse comentado que ela deu em cima do Jonas, naquela semana em que o funcionário achara uma jóia no laguinho. Devia de ser valorosa, pois se a branquela do lago num tava maluquinha, querendo até pagar o menino!? E o cara, perguntei, ué, pois num sumiu do laboratório, daqui, do mundão? “De primero ele queria avaliar direitinho a coisa, depois voltou pra cá numa sengraceza, falando que devolvia, mas comia ela antes, a moça. Pegaram os dois nuínho na Física, ela enrolava ele com fibra ótica, que ele tava todo marcado. Pois num sumiu objeto... prisma, os avental, umas chave também! E ele também, ué, e ela fica aí olhando pro nada dele”.
Pois agora digo eu- não é que, no dia da laranja estuprada pelo dedão dela enfiado, o normal não teria sido eu ter arrastado a gostosona da Educação Física para o laboratório de Física e , ao modo de sempre, esquadrinhá-la com filetes de fibra ótica! E depois caminharmos, nus sob os jalecos, pelas espirais do Observatório a Olho Nu (às vezes, nem dava tempo de chegar a Lua e outros astros que poderíamos contemplar, luze e lume agora mesmo, Luciana, fosforesce por baixo do tecido branco e arreganha luz no meio do meio da tarde ociosa do campus pisoteando os chapados, as chapadas e as obscuridades todas, chupa agora Luciana, chupa enquanto eu peno as chaves pra despistar esses delitos, chupa a obscuridade de todo conhecer!). Nunca ninguém mais achou o prisma.
Mas...se não acharam nunca mais também o Jonas, quem era eu pra chegar na moça, encantada, e perguntar. Perguntar de quê? Ousaria descobrir como teria reproduzido a minha delirança toda com quem luzia, enquanto ela se enterrava nos próprios gomos a fundo, sem anjo-da-guarda (Ó!) e, agora, tadinha...sem um camafeu?
Uuuuu...

outubro 31, 2011

INTERCURSO SOBRE MOLAS ENSACADAS - AO FRAGMENTÁLIA

Nu [Arquivo pessoal]

Safo


INTERCURSO SOBRE MOLAS ENSACADAS
Estendeu-me um percal de duzentos fios: - Coma-me! Eu -Como assim?
[Um DECA, cf novíssima nomenclatura p

outubro 24, 2011

PRÓLOGO MAIS - FRAGMENTO II

DUPLO INFINITO - Por Marco A. de Araújo Bueno
[tão logo desvirada o texto vira]
[Tudo se dá como se, por vulneráveis frestas de sentido, eu perscrutasse, ‘voyeur’, a intimidade de um puteiro; ou a própria devassidão dos...adultos.
Será desse despropósito das palavras (não me apraz colocar um Manoel de Barros em nota de rodapé) e pelo fio de humor de um L.F.Veríssimo que, para logo mais (e com muito menos) cruzarei pontes de Safena para atingir plantações de falácias em meus textos. Malgrado.∞]

FRAGMENTO II(Continuação em aberto, sobre mote visual publicado no grupo fechado BMM*)



outubro 13, 2011

1 ANO + 9 MESES DO COLETIVO DE CHALEIRA


BRINDANDO A NÓS COLUNISTAS DO COLETIVO DE CHALEIRA

Foto por Ju Ramasini , quem batizou o blogue que foi ao ar em 13 de Janeiro de 2010


FASE DE APARAR ALGUMAS ARESTAS NAS FACES

BATIZANDO O COLETIVO DE LITERATURA E ARTES "PARA FERVO"

MODELO POSTERIORMENTE CONCEBIDO

outubro 12, 2011

EPIFANIA -FRAGMENTO V

Foto por Alexandre Toresan [entrevista à TV PUC]


James Joyce, bem depois do Stephen Hero...

FRAGMENTO TEÓRICO V


Concernente à intensidade a que se denomina epifania, aquela que nos chega via postulações que James Joyce anuncia em “Stephen Hero”, a respeito do que se espera de um

“homem de letras”, qual seja, “uma súbita manifestação espiritual que surge tanto no meio dos mais ordinários discursos ou gestos, quanto na mais memorável das situações

intelectuais” e que, porquanto representem, as epifanias, “os instantes mais delicados e mais fugidios”, (ou “evanescentes”, conforme a tradução) caberia ao homem de letras

observá-las com extremo cuidado. Era, afirma Umberto Eco (“Sobre uma Noção Joyceana”, in “Joyce e o romance moderno”, 1969) de Walter Pater a concepção estética que

descrevia a natureza desses instantes fugidios, excitações intelectuais ou dos sentidos que, “(...) iluminando um certo horizonte, por um momento parece entregar ao espírito a

sua liberdade”. Poder-se-ia atribuir à formação jesuítica de Joyce a inspiração advinda do que Eco considera, aparentado ao claritas de São Tomás de Aquino, como um

“epifenômeno” para o tomista Maurice de Wulf(1895) - uma apropriação, pelo jovem Joyce, de uma “escolástica de segunda mão”. Pois contentemo-nos com a etimologia, por

um lado (“epiphaino” - fazer aparecer, mostrar, fazer conhecer), momento da aparição de uma realidade que se revela, (apropriável por ou já plasmada como imagem poética) e,

por outro, com a idéia de uma herança do decadentismo europeu em Joyce, demonstrada também por Eco, cotejando a teoria do momento da epifania no Stephen Hero com o

romance “il fuego” (o fogo) de Gabriele D’Annunzio publicado na virada do século XIX, cuja parte primeira relata os êxtases estéticos do poeta Stelio Effrena e se chama

exatamente “Epifania do Fogo”, segundo R. Ellmann, biógrafo de Joyce.De fato, neste livro-embrião (do subseqüente “Retrato do Artista Quando Jovem”, pelo menos), aqui onde

assinalo a noção laica, secularizada de epifania, literalmente salvo (cerca de 500p) do fogo por Nora Joyce (!), seu marido afirma que, ao captar o momento exato no qual essa

aparição acontece [e Joyce colecionava fragmentos disto pelas ruas de Dublin], “ele acaba de sondar intensamente, em toda a sua verdade, o ser do mundo visível (...) a beleza,

esplendor do verdadeiro, acaba de nascer”. Assinaladas algumas pistas genealógicas e contornadas considerações que subjazem toda a experimentação formal dos modernistas

(inclusas aquelas que remetem ao grande legado do movimento romântico, qual seja, o de questionar e dissolver a própria aplicabilidade do conceito de gênero, já aludida aqui,

questão enriquecida tanto pelo formalismo russo quanto pelo círculo bakthiniano) estabeleçamos, para efeito da natureza do efeito que nos importa, o que, relacionado à

epifania, constitui categoria neste estudo e isso demanda alguma operacionalidade como a que busco, junto a Miguel Cardoso, quando afirma ser a epifania “(...) um

instrumento de revelação que suspende o devir e se destaca dele (...) momento efêmero [que] registrado – prende a atenção –(...) prolonga seu significado(...)e fornece nós

privilegiados de significado ao leitor”. A idéia topológica de “nós” remeter-nos-á a Lacan, isso é certo, à categoria do que denomina registro do real, por definição –

inapreensível (equivalente à coisa em si postulada por Kant) -, sobre cuja propriedade essencial, afirmava Lacan, “(o Real) não tem fissuras”. Afirmava até chegar a Joyce no

seminário de 2004 – “Sinthome”, no qual dedica um capítulo à idéia de um furo no real, pela proposta topológica de uma outra urdidura de nó, para dar conta da epifania.

Observe-se que, de extração freudiana (“das ding”), esse real, para Lacan – a coisidade da coisa, cuja materialidade falta na linguagem, ainda que não examinemos aqui o teor do

referido seminário, interessar-nos-á no exato momento em que, para a noção de epifania como efeito no leitor de um microconto, efeito este que parece atado ao registro do

simbólico, que é coextensivo à ordem da linguagem segundo o próprio Lacan, tentarei estabelecer a diferença entre a singularidade da experiência suscitada no leitor de

narrativa condensada ao extremo, e algumas das tantas formas de arrebatamento que a leitura de uma obra de arte provoca, em sentido amplo. Quando não, pelo menos, que se

observe o quão recente é o escopo de todo esse conjunto de postulações teóricas!

---------------------------------

[Publicado no grupo BMM* - Breves Motes a Microcontos, do Facebook - 69 membros - 'topos'
para o Fragmentália, no que tange à inserções, enquetes etc. Diagramação proposital]


setembro 30, 2011

ESTARTANDO O FESTIVAL* NACIONAL DE MICROCONTOS



TPM

'Tá pá me vim; vai que me vem - já era!'

[Microconto de dez palavras publicado no coletivo De Chaleira]

* O Fragmentália - Festival Nacional de Microcontos contará com aportes do Grupo BMM* -
BREVES MOTES A MICROCONTOS, no Facebook. Fechado e estabilizado em setenta autores comprometidos com micronarrativa, esse grupo demarca um local de inserções, enquetes etc.]

setembro 18, 2011

ALMA DE GRAXA

Ilustração de F.Stefani

ALMA DE GRAXA

Por Marco A. de Araújo Bueno

Antigamente, ele trabalhava na fábrica depois ia... me levar flores

[Da série MICROCONTOS À PRIMAVERA]

setembro 12, 2011

RESCALDO DE CURITIBA

FOTO Por - Ju Ramasini [Jardim Botânico de Curitiba-PR]

Estive em Curitiba para conhecer pessoalmente colunistas do De Chaleira (Álvaro Posselti e Isabel Furini, esta, temporariamente em 'vacaciones') e o escritor Homero Gomes, cuja ideia de um 'Especial de Microcontos' subverti em FESTIVAL DE MICRONARRATIVAS - FRAGMENTÁLIA I. Todos existem, de fato, não são fakes e, após chás-com-porradas literárias, evento no Teatro Paiol (palestra do escritor Paulo Venturelli, radicado em Curitiba) e minha incursão solitária na Pedreira Paulo Leminsk, com os eflúvios da Ópera de Arame, estou pronto a dar consistência ao projeto. Contarei com o Grupo BREVES MOTES A MICROCONTOS (do FACEBOOK) que, com mais de oitenta membros-administradores, vem fazendo um 'esquenta' para funcionar como bancada de qualificação (via 'enquetes') à parte de julgamento dos microcontos que publicaremos, certamente, com vistas á tinta-no-papel; PDF e tal. Este Festina Lente será um dos loco de monitoração do desenrolar do evento literário, até onde sei - sem precedentes na blogosfera. Agradeço a acolhida dos nossos anfitriões Silmara e Edson Tomiatti no Capão Raso, a MARAtona gastronômica (o Dom Amtônio, em Santa Felicidade, a vinícola etc. ) e sócio-afetiva que nos proporcionaram, bem como o carinho da Isabel (presenteando livros) e do Álvaro Vavá Posaselti para com o meu mais recente colunista no coletivo www.e-chaleira.blogspot.com - o Igor, que fez estreou neste Domingo, 11 de Setembro, a coluna dele TOMITEC, iniciativa que sinaliza alvíssaras para novo seguimento de 'leitores-hipócritas'. Sim, ele é blogueiro e conhece a WEB a ponto de causar bitirritabilidade em jejunos como eu, que nasceram antes dos 90's. Eia! Mais fotos - no blogue.

agosto 31, 2011

AO PROFESSOR 'ESTRADUAL' - EFIPANIA

FOTO - Arquivo
EFIPANIA
Vendem-se sonhos, por encomenda; para viajem. Experimentem bombocado na lenha!
* Mote do título - Por Daniel Serrano (in BREVES MOTES A MICROCONTOS/Facebook)

agosto 22, 2011

ARTE PONTUAL,VIDA - ATRASADA!

FOTO - Por Ju Ramasini



CAMPINAS, 20 de Agosto de 2011




Hoje esta novela acaba: saberemos qual bandido tomará a Prefeitura.


[Microconto monofrásico de dez palavras; contributo cínico, digo - cívico do Festina AO DIA

HISTÓRICO]

agosto 18, 2011

AO LEITOR PERIFÉRICO - 'O DIA DUM CÃO"

FOTO: Arquivo pessoal. [Rede]


{diagramação? Acompanhe a pressa!)




O DIA DUM CÃO

Por Marco A. de Araújo Bueno

O cão da arma tensionado reluzindo na testa da moça – falou, morreu! Na saidinha do banco, sol de almoço, desengatilhar demora mais. No qual cantinho de zíper lá dentro estava o cheque de trezentos? Ali, artérias rufavam em pontas de dedo com bastonetes metálicos, canetelhas e chaves mais alicatezinhos com dipirona, abafados por cotonetes e protetores de calçinha – Reia tudo no chão, retardada!

O cão está solto no feirão de seminovos. Parachoques na cor, direção e ar, tunada essa bichinha!E ela pode ser sua hoje mesmo que tu passou no vestibular da unicoisa e tal. Sol de almoço, pensar demora mais. O ronco do acelerador? Quer ver, escuta! Terninho pra foto 3X4, bronze da piscina do clube, cabelo de máquina três. Pensô.. de noite, no esquenta do posto, a vodiquinha trincando, o pinto engomado. E amanhã é sabadão, cabeça!

Mas ela, sobrevivida, trabalhava e tinha pressa. A fera (domingão tem Mônaco, circuito de rua; sol de almoço) só com pressa de arrancar. Faixa de pedestre é que nem servidor que cai – arabescos horizontais, maçaroca de gentes-; sempre tem uma retardada! Sunga por baixo, sonzera de rodeio e o tunado tinindo. Tudo ainda por acontecer num já-acontecido estatístico de gaveta funda. E tu, leitor – não tira o olho dessa bunda!