abril 19, 2012
9
Expediente materno
Marco Antônio de Araújo Bueno
Ante el temor de que sus hijos se cayeran, forraba los portarretratos.
Marco Antônio de Araújo Bueno (Sao Paulo). Es psicoanalista y autor de cuentos de
ciencia ficción. Ha publicado su tesis doctoral Brevidade e epifania na micronarrativa contemporânea.
Í
[AntologiaAntologia "Fix100" - Peru latinoamericana de Microficción]
Centro Peruano de Estudios Culturales
abril 03, 2012
DEMOSTEINIZAÇÃO - MICROCONTOS FÁLICOS

DESENHO POR Felipe Stefani
Torres, poder e tânatos - Decas fálicos
Por Marco A. de Araújo Bueno
1. BRODHERS
Demóstenes,com quem andas? Dir-te-ei quem fostes. Fora o privilegiado !
2. BROCHAS
Parece pêndulo!O Pêndulo de Foucault...Ih, teu pênis refugou !
março 05, 2012
CONTEÚDO INCONTINENTE
Conteúdo Incontinente
Por Marco A. de Araújo Bueno
[Microconto monofrásico de dez palavras/Deca]
Os morangos, - embevecidos no chantili; eu, - embebido na reforma vocabular.
Por Marco A. de Araújo Bueno
[Microconto monofrásico de dez palavras/Deca]
Os morangos, - embevecidos no chantili; eu, - embebido na reforma vocabular.
fevereiro 18, 2012
VALE CARNE - MINHA TERÇA GORDA
MINHA TERÇA GORDA
Vale Carne
Para Manoel Bandeira
Por Marco A. de Araújo Bueno
E/OU:
Ê/Ô!
Ó/É?
E/OU.
Vale Carne
Para Manoel Bandeira
Por Marco A. de Araújo Bueno
E/OU:
Ê/Ô!
Ó/É?
E/OU.
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POEMAS COM DEDICATÓRIA
janeiro 31, 2012
PECADO ORIGINAL - DECAS
COPINHOS DE CAFÈ MUITOS VIRAM COISA MAIOR (arquivo WEB)
PECADO ORIGINAL[Deca]*
Por Marco A. de Araújo Bueno
Estendeu-me um percal de duzentos fios: - Coma-me! Eu -Como assim?
janeiro 29, 2012
FUNDIDA/VAGA
INFINITUM - V.II (Meu)
VAGA – PARTE I
Por Marco A. de Araújo Bueno
Então não se fala mais no assunto e o que fodeu, fundido está. Como? Não compreende, não alcança a mecânica da coisa? Pois bem, sejamos profundos ainda mais, na sujidade dela. Pois ela não tinha balisas, critérios, fosse no que fosse. Um cata vento para os antecedentes, uma irresponsável frente às conseqüências. No início nem sabia do que se tratava, saltava alegrinha no vácuo. Mas sempre houvera quem a ancorasse nalguma gavetelha da moralidade vigente.Acabava por se fundir às versões dela, às ficcionalidades, compreende?
janeiro 10, 2012
BALIZAS
BALIZAS
Por Marco A. de Araújo Bueno
Há distância em teus olhos
De lonjuras tão lilases.
De parecer que os olhos comprimem
Horizontes ao infinito.
De parecer com os versos que fito
E que rimam com nada;
Ressoam ao infinito, distâncias...
Lonjuras comprimidas por lábios de rocha.
Os olhos dizem sim;
Os lábios – nunca .
E o soneto se finda num terceto faltante.
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POEMAS DE CABEÇA -2011
janeiro 03, 2012
SEXTILHA DO DOZE AO DOZE_Dez/Jan/12
MEU DIA UNIVERSAL DA PAZ E HUMOR
POEMAS DE ACETÁBULO -II
Descansa, celulose arriada,
(Artrite de pós guerra)
Que há ranhuras menos trilhos
Que delírios com eira sem beira
No estertor do sempre que te teve
Entretida em vãos e traços.
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POEMAS DE ACETÁBULO -2011
dezembro 23, 2011
O LANÇADOR
Instagram - Por Rafael Noris
O LANÇADOR
Pensando em documentário, decerto não vira, mas tento que tento descrever como foi. Trata-se de substância sensível – a bola – com as angulosidades aconchegantes, pidonas de um bom petardo, de peito-do-pé e, é claro, de equivalências disso à ejaculação de um membro viril, calibroso e igualmente teso.
(Sempre meiocampista, via e batia de longe – cálculos precisos e patadas certeiras – lançamentos ambiciosos; o preto no branco no que fosse da defesa. Engenho e arte quando o time avança e me cabe criar.)
Agora me cabe criar, por exemplo, preencher lacunas (de memória e outras substâncias sensíveis) com ficção, pois me falta todo tipo de registro outro que não seja este descrever, para fazer virar real. E só vira se fizer valer a memória do pé, suas inflexões de corpo. Calos são documentos e eu tenho um calo-artilheiro .
(Meiocampinta, era eu quem fazia câimbras no nervo ótico da torcida, torcida de várzea, mas minhas inversões de rumo no campo, da extrema direita à ponta-esquerda, faziam diástoles, prendiam respiração.)
Para criar tecido narrado aqui, sobre futebol de campo (campo de várzea) farei inversões sim, mas não terei, jamais, atrasado a bola ao gol ou penado a bola, que não é inimiga (‘como o touro numa corrida’), mas, -sobretudo, - é mister, diria o João Cabral que, não obstante não me ter visto em proezas, falamos a língua dos tendões e nervaturas do pé.
A bolota do calo do pé, por vezes e sempre que solicitada (numa falta, por exemplo) vira a testa que cabeceia sim-senhor, mensura a Lei da Gravidade, opera equivalências newtonianas; faz o diabo.)
Naquele dia-dos-pais, no colégio onde meninos levavam seus pais a praticar esportes coletivos, eu postei o meu embaixo do travessão e entre os dois paus das traves. Então tomei distância de meio-campo e bati com o calo-artilheiro, calibrado. A bola subiu linhaça e desceu projétil bem na testa do filho-do-mãe do meu filho, que desmaiou-se. Eu o tenho salvo da dor.
dezembro 22, 2011
RUIVA - DA SÉRIE DE MICROCONTOS MONOFRÁSICOS 'DECAS AO PONTO'
Crédito:Genoma Humano
RUIVA
Por Marco A. de Araújo Bueno
Vi, que vi; tudo tão ligeiro, quando vi - não vi!
[Microconto de dez palavras, publicado no BMM*]
Colaboração: Ju Ramasini
[em protesto...]
RUIVA
Por Marco A. de Araújo Bueno
Vi, que vi; tudo tão ligeiro, quando vi - não vi!
[Microconto de dez palavras, publicado no BMM*]
Colaboração: Ju Ramasini
[em protesto...]
dezembro 19, 2011
A FILA - CONTO LIDO POR F.FICOMENO AL'GOLEN (OUT FLIPORTO)
Por J.Cocteau
Aos tecnocratelhos CNPq & consoante unicampilantras, como medida preventiva.
http://www.gengibre.com.br/cast/V1704BPB0
Aos tecnocratelhos CNPq & consoante unicampilantras, como medida preventiva.
http://www.gengibre.com.br/cast/V1704BPB0
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TEORIA LITERÁRIA - ESCRITOS ACADÊMICOS
dezembro 05, 2011
O GRUPO (FB) - BMM* - BREVE MOTES A MICROCONTOS CONSOLIDADO
ß̅*
#
Pedro Gobett
Psicólogo Clínico (apenas no meu consultório, favor não insistir) na empresa Psicólogo Clínico
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Guilherme Salla
Professor na empresa Prefeitura municipal de Indaiatuba SP
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Marco Antônio Araújo Bueno
Universidade Estadual de Campinas
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Ivan Hegen
ECA-USP
#
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Cecilia Prada
Faculdade de Jornalismo Casper Líbero
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Vivian Marina
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Rafael Noris
Conteúdo e Mídias Sociais na empresa Webcompany
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Vivian Bueno Cardoso
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Biblioteca André Soares Beas
UM
#
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Luís Sérgio Dos Santos
Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
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Ricardo Socudo
Designer Gráfico na empresa Lista do Bairro
#
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Wender Montenegro
Professor na empresa SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TRAIRI
#
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Adriana Salerno
Trabalha na empresa {[ vad.com.br ]} projetos multimídia
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Amanda Ferreira
Universidade Estácio de Sá
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Evelyn Rosenzweig
Advogada na empresa Evelyn Rosenzweig
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Vítor Queiroz
UNICAMP
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Camila Gomes
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
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Thiago Alves
Produção Cultural na empresa Prefeitura Municipal de Sumaré
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Elisângela Nolasco de Oliveira
Florianópolis, Santa Catarina
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Luiza Mazulo
Universidade de Fortaleza
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Wagner De Souza
#
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Alvaro Posselt
Trabalha na empresa Professor
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Johnny Everton da Silva
Trabalha na empresa IBM Brasil
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Samir Mesquita
São Paulo, Brazil
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Giovanna Henrique Marcelino
São Paulo, Brazil
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Carina Albukerke
#
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Teresa Cristina Barros
São Paulo, Brazil
#
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Lilly Falcão
ESMAPE - Escola Superior de Magistratura de Pernambuco
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Geraldo Magela Cardoso Magela
Médio
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Julio Damasio
Curitiba, Brazil
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Érika Caneira
SETA
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Marcelo Finholdt
Transmutador na empresa Trabalho e emprego, enquanto vivo!
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Jeferson Bandeira
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Lu Lory Blue
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Wilson Gorj
Aparecida, Sao Paulo, Brazil
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Jussara Monteiro
UFRJ - Faculdade de Letras
#
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Carlos Lima
Universidade Federal Fluminense
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André Salviano
Trabalha na empresa COPPE/UFRJ
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Márcia Izaac
FMUSP
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Marcos Bassini
Diretor de Criação na empresa MOBster
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Anne Lucy
Universidade Federal do Amazonas
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Celamar Maione
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
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Raquel Matos
Fabico - UFRGS
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Xico Sá
São Paulo, Brazil
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Carol Moralles
PUC-RS
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Daniel Serrano
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Rony Vonn
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Carolina Motta
Bolsista na empresa Projeto Contribuinte da Cultura
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Bruna Mesquita
Trabalha na empresa Fisioterapeuta
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Rafa Carvalho
Trabalha na empresa Fora do Eixo
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Frederico Marchese
Bolsista na empresa PET Geografia/UFRGS
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Paola Benevides
Revisão, tradução, transcrição e digitação. na empresa Logos Formatações
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Eliana Carpinelli
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Eliza Shi
#
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Patrícia Moresco
Trabalha na empresa CREA-PR
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Matheus Trevisan
Trabalha na empresa CEPESP - FGV
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Maurício de Almeida
#
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Denison Mendes
Porto Alegre, Rio Grande do Sul
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Jocelino Pessoa
Produtor Executivo na empresa Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea
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Pedro Serrano
Ciências sociais
#
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Davi Aquino
Gerente de Publicidade na empresa GeoAmbiental Jr
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Homero Gomes
Escritor na empresa Literatura
#
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Rivaldo Giancotti
#
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Casimiro Teixeira
Trabalha na empresa Desempregado sem subsidio
#
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Kaic Aude
Universidade Anhembi Morumbi
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Mariana Guerra
Brasília, Brazil
#
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Lourdinha Lima
UNESP FRANCA
#
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Roberto Bezerra da Silva
Não
#
Remover administrador
R.c. Quaresma
Universidade Estadual de Goiás - UEG
AGORA É SÓ AFINAR OS INSTRUMENTOS
PRATICAR A ECONOMIA TEXTUAL
ESTERTORAR AS ELIPSES
POTENCIALIALIZAR AS EPIFANIAS
AFETAR-SE
GRUPO: Breves Motes a Microcontos
moteamicro@groups-facebook.com
FRAGMENTÁLIA
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FRAGMENTÁLIA - FESTIVAL DE MICRONARRATIVAS
dezembro 02, 2011
JOYCE E O SINTOMA [EM J.LACAN POR J.FORBES
http://youtu.be/aR7LZaTrXYI?t=3m48s
Grato ao colega Pedro Gobett pela recolha do registro.Suponho que o texto literário seja tributário de algo como o que lacanianos chamariam "acontecimento de corpo". Mas Drummond já sabia disso; acho. Colo
um segmento do FRAGMENTO V da minha tese de doutora ('Brevidade e Epifania na Micronarrativa Contemporânea"-Unicamp/2008) onde a concepção de Epifania é lida numa chave das postulações lacanianas sobre o Registro do Real:
romance “il fuego” (o fogo) de Gabriele D’Annunzio publicado na virada do século XIX, cuja parte primeira relata os êxtases estéticos do poeta Stelio Effrena e se chama
exatamente “Epifania do Fogo”, segundo R. Ellmann, biógrafo de Joyce.De fato, neste livro-embrião (do subseqüente “Retrato do Artista Quando Jovem”, pelo menos), aqui onde
assinalo a noção laica, secularizada de epifania, literalmente salvo (cerca de 500p) do fogo por Nora Joyce (!), seu marido afirma que, ao captar o momento exato no qual essa
aparição acontece [e Joyce colecionava fragmentos disto pelas ruas de Dublin], “ele acaba de sondar intensamente, em toda a sua verdade, o ser do mundo visível (...) a beleza,
esplendor do verdadeiro, acaba de nascer”. Assinaladas algumas pistas genealógicas e contornadas considerações que subjazem toda a experimentação formal dos modernistas
(inclusas aquelas que remetem ao grande legado do movimento romântico, qual seja, o de questionar e dissolver a própria aplicabilidade do conceito de gênero, já aludida aqui,
questão enriquecida tanto pelo formalismo russo quanto pelo círculo bakthiniano) estabeleçamos, para efeito da natureza do efeito que nos importa, o que, relacionado à
epifania, constitui categoria neste estudo e isso demanda alguma operacionalidade como a que busco, junto a Miguel Cardoso, quando afirma ser a epifania “(...) um
instrumento de revelação que suspende o devir e se destaca dele (...) momento efêmero [que] registrado – prende a atenção –(...) prolonga seu significado(...)e fornece nós
privilegiados de significado ao leitor”. A idéia topológica de “nós” remeter-nos-á a Lacan, isso é certo, à categoria do que denomina registro do real, por definição –
inapreensível (equivalente à coisa em si postulada por Kant) -, sobre cuja propriedade essencial, afirmava Lacan, “(o Real) não tem fissuras”. Afirmava até chegar a Joyce no
seminário de 2004 – “Sinthome”, no qual dedica um capítulo à idéia de um furo no real, pela proposta topológica de uma outra urdidura de nó, para dar conta da epifania.
Observe-se que, de extração freudiana (“das ding”), esse real, para Lacan – a coisidade da coisa, cuja materialidade falta na linguagem, ainda que não examinemos aqui o teor do
referido seminário, interessar-nos-á no exato momento em que, para a noção de epifania como efeito no leitor de um microconto, efeito este que parece atado ao registro do
simbólico, que é coextensivo à ordem da linguagem segundo o próprio Lacan, tentarei estabelecer a diferença entre a singularidade da experiência suscitada no leitor de
narrativa condensada ao extremo, e algumas das tantas formas de arrebatamento que a leitura de uma obra de arte provoca, em sentido amplo. Quando não, pelo menos, que se
observe o quão recente é o escopo de todo esse conjunto de postulações teóricas!
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ENSAIOS SOBRE LITERATURA E PSICANÁLISE
novembro 28, 2011
ESCRITA À PUTANESCA
Não sou Kido, Caco é quem sou!
ESCRITA À PUTANESCA
Por Marco A. de Araújo Bueno
Sou um acadêmico em sabático perpétuo, do nunca-mais-voltar, do cabular refeições de
cantina universitária, patês de editoras que tais e, ah - relatórios e formulários kafkianos. Estou
abjurando meu Curricumlun Lattes, e o faço de público, como intelectual que maqueteia (ser 'r')
ideias e as faz publicar. Ou faz por onde que assim ocorra, porra.
Me apraz escrever abstracts em galego e usar advérbios como frase, tal como respira o Lobo.
Me eriça os pelos pubianos estar à la izquierda de la esquerda em bravatas de condomínio dos
campi e tomar fanta uva onde se brinda com chapinha e fumar cigarrilhas kojac onde se pita maconha
e, o mais relevante - estar em atraso - crave-se deadline, eu furo.
Sou um psicopata nesses feudos universitários na exata medida em que não introjetei a norma.
Me canso fácil do visual que mimetiza o clean com tijolinhos do semblante dos Prof.Dres de cara
lavada, nunca escanhoada, muito menos barroca, como as texturas quentes de suas gesta européias e me
irrita a paraninfernal idoneidade de referência dos seres de roda-pé.
Sou um fotógrafo benjaminiano (vide foto) e pertenço à mim e à vala comum, em que não me precipitei...
Photo por mim mesmo (Unicamp)
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COLUNAS DO BLOHUE COLETIVO 'DE CHALEIRA'
novembro 22, 2011
FESTINA LENTE APOIA E ASSINA EMBAIXO -
A Literatura não é pra servir, não tem serventia, não a vejo como 'missionária, engajada etc. No entanto, sou um intelectual e tal condição sim, serve à Literatura. Meus leitores que se entendam com isso, afinal, tenho na
Educação meu único modo de inserção acadêmica formal (mestrado, doutorados I e II/Unicamp), quer dizer -
produzo ideias e as publico. Seria conivente com o obscurantismo se não fizesse constar em meu blogue pessoal
este arrazoado (que contextualiza episódios de estudantes na USP, de forma elegante, ponderada, lúcida e com uma acuidade notável) que, diga-se, a FOLHA DE SÃO PAULO NÃO PUBLICOU. E vou além - publiquei uma foto no coletivo De Chaleira que coordeno, por ocasião da posse do atual reitor da USP, o Grandino. Vaticicínio! Com que pompa este 'educador' cercava-se de uma escolta engalanada, pomposa; ridícula! Parabén Pedro Serrano!
* Pedro Serrano
Recentemente, o governador Geraldo Alckmin sugeriu que os estudantes da USP tivessem uma “aula de democracia”. Mas onde está a democracia na Universidade de São Paulo?
A USP já é uma universidade antidemocrática para os milhares de jovens que não conseguem acesso a ela. Na maioria das vezes, somente quem paga por uma escola ou cursinho consegue passar no vestibular para uma universidade pública.
A organização interna da USP, também, não respeita padrões mínimos de democracia. Com um estatuto inalterado desde a década de 70, os conselhos deliberativos da universidade têm participação restrita de estudantes, funcionários e professores. Para eleger o reitor da universidade, por exemplo, menos de 5% da comunidade universitária tem direito a voto, indicando ainda uma lista tríplice a partir da qual o governador do estado escolhe o nome de sua predileção.
João Grandino Rodas, atual reitor da USP, foi escolhido dessa maneira: segundo colocado no processo já antidemocrático de eleição, foi nomeado por José Serra. Por isso, sua gestão não apresenta compromisso com a democracia. Na política de acesso à universidade, a USP continua distante da maioria da população. Na maneira de se organizar internamente, temos visto o uso da força de sobrepor ao diálogo.
É isso que está por trás do que temos visto se passar na USP. A mega-operação policial organizada pela reitoria para desocupar o prédio de sua administração contou com efetivo policial superior ao utilizado na operação do Carandiru em 1992, por exemplo. Assim, a universidade deixa de ser o espaço do debate entre idéias para ser o espaço do conflito e do uso da força.
O próprio problema de segurança pública segue sem resolução. Segundo pesquisa do Datafolha, 57% dos estudantes não se sentem mais seguros na USP com a presença da polícia militar. Isso se deve ao fato de a reitoria ainda não ter tomado medidas básicas para resolver os problemas relacionados à segurança, como o aprimoramento da iluminação no campus e a ampliação da circulação de pessoas dentro dele, abrindo os portões da USP para toda a sociedade.
Todas as grandes universidades do mundo têm uma política própria de segurança para seus campi, respeitando a autonomia universitária. Por que a USP, que tanto se preocupa com sua colocação nos rankings mundiais, não segue esse exemplo? A própria universidade produz uma massa crítica que pode pensar um plano alternativo de segurança para nossos campi. A opção da reitoria, antes de conveniar-se com a PM, deveria ser a de se aliar com essas pessoas.
Frente a essa situação, milhares de estudantes estão se movimentado. Nas últimas semanas, as assembléias e os atos do movimento estudantil contaram com a presença de mais de 3 mil estudantes, que rechaçam a falta de democracia na universidade e a maneira como a atual gestão da reitoria trata a questão da segurança pública na USP. Mais de 50% dos alunos do campus Butantã estão em greve, com grande solidariedade por parte de professores e intelectuais.
O mínimo que o reitor da USP e o governador do estado deveriam fazer nessa situação é dialogar com os manifestantes e atender às suas reivindicações.
Mas não é isso o que vem acontecendo. Por isso, na próxima quinta-feira (24/11), realizaremos um grande ato na Avenida Paulista, com concentração às 14h na Praça Oswaldo Cruz. De lá, sairemos em caminhada até o vão do MASP, onde será realizada uma “Aula de democracia” do movimento estudantil (evento no Facebook). Vamos todos demonstrar que democracia real se faz nas ruas e na mobilização!
Nosso convidado especial já foi escolhido: governador Geraldo Alckmin. Será que ele aceita?
* Pedro Serrano é diretor do DCE da USP e faz parte do Juntos! Escreveu esse texto para o “Tendências e Debates” da Folha de S. Paulo. A Folha, é claro, não publicou
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POLÌTICA E EDUCAÇÃO
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