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BO ! (aramaico)

junho 01, 2009

Pasmem com Divulgação Viral do P.Stalker. Tenho 4 contos lá.

Projeto Portal é uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — é paga pelos participantes e os exemplares são divididos entre eles. Serão no total seis números (de papel e tinta, não online). Cada número da revista homenageia, no título, uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit. O objetivo do Projeto Portal é ter uma publicação de altíssima qualidade literária, que vire referência entre os escritores e os estudiosos do fandom, e também entre os escritores e os estudiosos do mainstream. Ou seja, planejamos uma revista para a intelligentsia, que vire um marco na FC nacional e na literatura em geral. O Projeto Portal não se destina ao grande público, mas apenas ao pequeno grupo de aficionados mais refinados. Nosso lema é: poucos exemplares para poucos leitores exemplares. Por isso os números da revista não são vendidos, eles são distribuídos entre os melhores leitores do país.

Portal Stalker from NEOCRONICA.ORG on



Portal Stalker from NEOCRONICA.ORG on Vimeo.

maio 26, 2009

"Incidente"- Poema de extração oficineira

“Incidente...”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno
(Mote: malvadeza com um animal *)



O disco era novo,
Chang, não – era de casa,
Plantado no chão da casa.

Ouvia o meu disco, voava,
E Chang, plantado nas patas,
Parecia que voava também.

E nem notei o ruído, além,
Que levou Chang em disparada
Atropelando o fio do aparelho no chão.

O fio que me ligava a Chang
Rompeu-se. Nesse dia viu-se:
Pequinês voando por sobre um portão.

(Por tão pouco, cachorro voava...)



* Poema produzido, em dez minutos, na vivência-oficina com o poeta Fabrício Carpinejar (de excelentes recursos metodológico-teatrais),
questionado em seus méritos de verossimilhança e antecedentes objetivos da ação proposta pelo mote (“a escada”), momentos depois, categorizada como desnecessária...
{SESC- Campinas, em 26/05/07}. Parabenizo a iniciativa e questiono o histrionismo que se prevaleça de “a priores” subjetivos e provoque constrangimentos estéreis.É.

maio 22, 2009

"Nonsensal"- Conto breve (Sci-Fi) para a Portal Stalker

“Nonsensal”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno


Tudo muito ligeiro, da emboscada ardilosa, fisgada por uma premonição, ao momento de perceber o quanto estava desorientado. Indisposto, sobretudo; não apenas fisicamente, mas pela horripilante constatação do grau de indisponibilidade... a si próprio. Mais ainda – pela sua indiferença baça àquela condição limite. A forma como se dirigiam a ele trazia embutida nos gestos estereotipados, uma espécie de repulsa polida, de gentileza protocolar que não escondia o clima de apreensão. Era grave, disso sabiam. Alardeava-se essa gravidade na razão inversa do silêncio em torno. Estava só.
O celular que, implantado faz tempo no dente vinte e sete, fora desabilitado e não emitia sinais auditivos. O campo colocado entre o queixo e o tronco não lhe permitia qualquer inferência sobre a natureza da intervenção que seu corpo sofria, sofrera ou estava em vias de receber. Aparelhagem que o cercava, revestida pelas prudências de uma presumível assepsia, não lhe dizia nada. Nada lhe dizia nada. Não estava sedado, no entanto, nem mergulhado em estado crepuscular de consciência – ele saberia – mas reduzido, inexoravelmente, à indisponibilidade àquilo que o significasse.
Muito rápida e impessoal minha primeira interação verbal com alguém (que aparecera na mesma premonição), de gênero indefinido, semblante inacessível pelo rigor com que se paramentava para colher meu histórico, nada mais vago...
“-Bem-vindo ao Casulo, Senhor...?
“-Senhor... Bom começo! Senhor quem e em que circunstâncias, pode me dizer?
“-O quadro parece evoluir para Dissociação Episódica Inespecífica. Até breve!”
Perplexo, só lhe ocorria que a tampa de seu crânio fora serrada e o cérebro, exposto, prestava-se à monitoração da reatividade de algumas estruturas. Mas, com que propósito, experimental (de quê?) ou terapêutico (para quê?)... Vacuidade; um tanto faz.
Encarava as coisas do cérebro, no entanto, sem perplexidades. A dor (que eu não sentia, pois, no cérebro não há dor, nem luz), o sentido do tempo (este que se mantinha preservado, até por saber que, o que quer que estivesse acontecendo consigo, a premonição já lhe narrara...) eram parte de um festival particular de discretos aminoácidos, de cujas peripécias era um mero coadjuvante, nada iluminista. Torpor, nenhum, exceto o nome do artista de quem recordo alguns cartuns de humor e a fala de um personagem: “Que direito tem meu cérebro de se chamar de eu?”, perdida no tempo.
Então lhe apresentaram num plasma que se descortinou, do nada, diante de meus olhos, um retângulo, no interior do qual, uma frase e um diagrama, também retangular, com um signo dentro, pareciam dispostos a mensurar ou aferir algo de si: “CONFESSA QUE PRETENDE”, lia, e olhava o signo sem nenhum sentido ao lado. E, fosse lá o que fosse, trazia alguma atração nova àquele festival neuroquímico, com suas substâncias bailando a deriva, à revelia de qualquer evento externo que lhes exigissem algum alvará e se assenhoreasse do meu tempo narrativo, até então, todinho de seu cérebro-música só.
“-Alô! Quanto tempo passou desde que estive fora daqui até agora e este teste?”
“-Exijo meus direitos de paciente desta porra! Ou os direitos dele, de cobaia, é!”
“-Meu tarefário está em dia, impostos idem! Cárcere privado? Ditadura cyber!
Por mais que eu berrasse não lhe retiravam o bizarro teste do plasma nem o próprio plasma de seu campo visual. “Premonitar está proibido pelas neurociências?”, brincou, tentando divertir-se com aquela bizarrice toda, para além do risco de, sei lá...
Se ainda tinha o tempo subjetivo como soberano daquela narrativa pueril, este começava a lhe doer no estômago; sentia o nervo vago. O paciente-cobaia precisava agir e gritei-“Não tenho pretensão de ser confessional!” Até porque cerceada a tensão:ser-se!

maio 02, 2009

Punho na Goma-Microconto dez palavras

“Punho na Goma.”


Quando meu pai punha terno, ficava mais educado c'oa santa...

abril 06, 2009

"Baixo-ajuda"-Microconto monofrásico, dez palavras

Ânsia por tempo tem importância não, escreveu. A ansiedade baixou.

(Ouça leitura no www.gengibre.com.br , CANAL> LITERATURA > araujobueno)

março 17, 2009

"Holograma"- Conto breve,sci-fi, com toque experimental

“Holograma”




Com seus parcos recursos, morando distante dos Núcleos de Segurança, aquele colapso da energia desconfigurou-lhe em sua noção de pertença, de conexão mínima com os seres de qualquer natureza. Prudência, Mitcei!, ruminava. Sensação de cessação...
Dos medos, o da putrefação de suas provisões, parcas, e dos micro-organismos morais que o assaltariam, puntiformes ou em bloco, precavia-se com algas e mantras. Plantou em si alguma ira. Medo e raiva que se excluíssem mutuamente. Dormiu.
O que o despertou de um sono branco foi a barulheira do silêncio. Um silêncio geométrico e pantanoso conspirava por onde quer que a vista tocasse. E que o tocava também; pupilas dilatadas, turbulência circulatória – serpentário virtual, onipresente.
Tempo e silêncio, este binômio do luxo e privilégio de castas predatórias, pois sim, mas Mitcei sabia que a falta deste era suportável pela impossibilidade daquele.Acuado, viu-se refletindo como filósofo. Refletir, agora, – outro luxo. Agir, sim.
Refazer o trajeto civilizatório, recuperar tecnologias – agir com as mãos, esculpir objetos! Então, reaver imagens que confirmassem sua condição humana, de civilidade, ainda que parca, porque ele era assim recluso, refratário aos elos civilizados.
Usou resina antiga para moldar uma dançarina com espátula – ei-la! Tosca, porém – tangível, direto de sua imaginação sedentarizada. Mitcei apelidou-a: Altamira. Arriscou-se a capturar algo de Sol, na falta do laser, e da reconstrução do campo óptico dentro de um cilindro surgiu a holografia de Altamira, posta em pedestal. Não se movia, não dançava a dançarina; caberia a ele orbitar à volta dela, recitando os mantras que ela lhe inspirasse, oscilante como os feixes de luz solar. Teve alucinações; pensou ouvi-la recitar.
Às vezes pensava no seu tarefário, no tudo que deixara de fazer. Prudência, homem! E desabava soterrado pelo dever de fazer, de plantar. Por quanto tempo essa inflação de tempo? E cessada a cessação, que outra sensação?
Masturba-se às vezes, noutras, deambulava a esmo pelo iglu que recobriu de lã sintética. Às vezes, apavorado e desnutrido, esbarrava em vultos. Por onde teriam violado seu recanto? Teriam descoberto Altamira? Altamira sequestrada, dessacralizada?
Armou-se, inflamou a ira para neutralizar o medo. Altamira suplicou-lhe proteção, já não mais recitava nunca! Retirou-a do cilindro, destruiu o pedestal e o campo óptico. Envolta em celofane, pensava ouvi-la sussurrando, como se privada dos sentidos.
A espessura daquele silêncio...O espectro da insanidade. Quanto tempo dura uma privação assim? Um fenômeno global? Dariam falta dele, o Mitcei refratário, recluso?Saberiam da tutela de Altamira que sussurrava entre suas luvas congeladas? O fim?
Uma draga que percorria a região pousou à distância segura. Pandemia de malária, nômades revoltosos, vazamento radioativo...sabe-se lá. Do interior do sítio, murmúrios indecifráveis. Alguém registrou (à margem): “Assemelha-se à cantiga de ninar”.

fevereiro 24, 2009

DEBATE SOBRE SCI-FI NA L.CULTURA-SEXTA/13!



Satisfazendo a condição colocada pela LIVRARIA CULTURA para realização do encontro no Auditório (para cem pessoas)colocaremos trinta exemplares nossos da NEUROMANCER* à venda,como uma concessão do PROJETO PORTAL; algo como "edição para colecionadores", se assim o quiserem, com vistas a manter a concepção "aurática" da idéia, que, a princípio, voltava-se com uma tiragem mínima destinada à crítica, à docentes "do ramo" e alguns aficcionados, além de tradutores do gênero. Calhou de ser numa sexta!
Ou melhor, calhou do treze cair na sexta, ou o contrário; melhor:Realismo Mágico...

fevereiro 22, 2009

"Brevidades ao Ponto"(meu e-book no bookess.com)





http://www.bookess.com/read/634/quotbrevidades-ao-pontoquot/

A imagem que ilustraria a capa dessa experiência com e-book (como bom veículo para breves e micros)saturou-a.Ao utilizar esta, agora,pretendo fazer uma alusão alegórica da questão do "corte", como operação essencial na construção desse tipo ne narrativa.João Cabral já o preconizava paraa poesia, Amós Oz sentenciava, na FLIP/06 que o difíssil não o escrever, mas o cortar; tantos outros, como Dalton Trevisan, José Eduardo Degrazia, com sua prosa condensada e, daí - explosiva-,utilizam lupas e canetas-bisturi para lograrem a precisão cirúrgica de suas escolhas e intervenções na economia textual. Não se trata da "palavra justa", quero crer, mas do sintágma potencializado pelas condensação, enquanto "redução eidética", conforme observa a Leyla Perrone-Moisés com toda a propriedade. Colocarei breves,contos no gênero sci-fi e alguns microcontos, inclusive aqueles com mais de dez palavras,sobre cujas estruturas sintagmáticas e presumíveis efeitos epifânicos dissertei no doutorado(Unicamp/2008).O livro permanece aberto, ainda que perto das setenta páginas alcance um bom grau de conforto para leitura em tela. Para acedê-lo basta clicar na capa e nas páginas; as folhas virtuais vão se virando como podem, se é que me entendem.

fevereiro 07, 2009

CONTOS e MICROCONTOS LIDOS POR QUEM OS ESCREVE

No www.gengibre.com.br

Os Contos "A Fila" e "Transcurso de Vida" foram lidos, numa perspectiva de prosódia, por um leitor ficcional também, criando um efeito presumido de metalinguagem: a ficção veiculada por um relevo fônico (modulação da voz, inflexões, sotaques)igualmente ficcional.Recursos de edição/sonoplastia, aqui, serão derivados dessa perspectiva, para manter o estofo propriamente literário do conjunto.


http://www.gengibre.com.br/cast/V1EG7CPD Mc 1 “Caso Isolado”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EG74PA0 Mc 2 “Acabamento”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EG7FP0 Sobre Mcs de 10 palavras

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EG7GPD Mc 5 “Resistência Estética”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGF0PA0 Mc 9 “Breve História do Horror”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGFAPAD Mc 13 “Tempoespaço”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGF4P0 Mc 14 “Desertor no Deserto”-2 Partes

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGFDPD Mc 15 “Expedientes Maternos”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGFEPA0 Mc 18 “Infanticídio”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGFFPB0 Mc 19 “Duas Mãos e...”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGG0P0 Mcs 21 e 22 “Casas de Praia “ Imagens..

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGGAPD Mc 23 “Ração de Ser”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGGBPA0 Mc 24 “Pharmakon Mater”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGGCPAD Mc 25 “Denegação”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGG4PB0 Mc 27 “Mortes de UTI”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1EGGEP0 Mc 28 “Ao Céu, no Mar”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1700FP0 Mc 29 “O Muro de Belinha”

http://www.gengibre.com.br/cast/V170A0PA0 Conto Breve “Sexta”

http://www.gengibre.com.br/cast/V1704BPB0 Conto “A Fila” (lido por F.Ficomeno)


Para ouvir: copiar e colar no navegador ou acessar o site em marcobueno

fevereiro 04, 2009

Experiência: um link instigante para microcontistas!

Vale coferir sim!Problemas no ajuste de captação de voz, talvoz, quer dizer - talvez tal voz, abaixo do limiar de captação.Vou fuçar em AVANÇADOS, PROPRIEDADES, CONFIGS, clusive.etc., e jáescrevi para o pessoal do gengibtre. Excelente para haikais, inv