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BO ! (aramaico)

setembro 27, 2007

Drops teóricos sobre a micronarrativa: J.M.Merino: "[MC] muy cercano al alforismo, a la poesia, pero COM MOVIMIENTO!"



Questionado por W.M. Sabogal ("El País.com)sobre como "descobrir o néctar" do microconto, J.Maria Merino responde: -" Si aciertas. Hay gente que piensa que en el
microrrelato [mais abrangente, penso, que "Microconto"]vale cualquier cosa (...)breve no quiere decir que sea un microrrelato.Tiene que tener sustancia, movimiento
por poquito que sea. Es una quintaesencia narrativa,capaz de moverse e cambiar desde el principio hasta el fin. Ofrece una munanza.

A esta "mudanza", esta experiência reveladora, pretendo adicionar a idéia de Epifania, tal como surge em Clarice Lispector e na escrita de James Joyce, este, a
quem J. Lacan dedica o Seminário XXVIII- "Sinthoma".A propósito da ilustração (que devo a Ju Ramasini -a idéia- e à polivalente equipe do www.postoqueposto.blogspot.com do Dani Serrano, blogueiro do jornalismo), alguém notou a figura icônica de Franz Kafka decalcada no início do muro. Suas histórias curtas, intensas e misteriosas constituem uma das vertentes do Microconto no ocidente. A outra, de extração hispanoamericana, remete desde a um Rubén Dario e Julio Torri até ao "Dinossauro" do guatemalteco Augusto Monterroso.

setembro 25, 2007

Microcontos 12 e 13 (Dez palavras)

12. “A Colhida”



Na morada derradeira jogou toalha. Noites assim, minguantes – perspectivas déjavu!


13. “Tempoespaço”


-“Por quê não vai pra p.q.p.?”- “Demora mó longe, mano!”

setembro 20, 2007

Drops teóricos sobre a micronarrativa

Los microrrelatos tienden a desaparecer si se los mira de frente: son demasiado tímidos y traslúcidos. Para escribirlos basta con tomar un poquito de caos y transformarlo en un miniuniverso. Como las pirañas, son pequeños y feroces. Aconsejo descartarlos si no muerden

Ana María Shúa

Vide comentário adicional a este post no wwwaraujobueno.blogspot.com (sem ponto depois do "w"). Nele, não há moderação a comentários postados.

setembro 13, 2007

"Nós na Rede"_ Microconto 11 (Dez palavras)

.: “Nós na Rede”


Antes dos “giga” éramos gigantes entre acervos, territórios.Reticularam-me;amesquinhado

julho 27, 2007

O tempo e o verso, agora- meus.

Trecho de “O Enigma da Poesia”, do livro ‘Esse Ofício do Verso”, de Jorge Luis Borges



Penso que a primeira leitura de um poema é a verdadeira, e depois disso que nos iludimos acreditando que a sensação, a impressão, se repete. Mas, como disse, pode ser mera fidelidade, mero truque da memória, mera confusão entre nossa paixão e a paixão que sentimos uma vez. Portanto, pode-se dizer que a poesia é uma experiência nova a cada vez. Cada vez que leio um poema, a experiência acaba ocorrendo. E isso é poesia. (...) Uma vez escrito, esse verso não me serve mais, porque, como já disse, esse verso me veio do Espírito Santo, do subconsciente, ou talvez de algum outro escritor. Muitas vezes descubro que estou apenas citando algo que li tempos atrás, e isto se torna uma redescoberta. Melhor seria, talvez, que os poetas fossem anônimos. (...) Para concluir, trago uma citação de Santo Agostinho que, a meu ver, vem bem a calhar. Disse ele; “O que é o tempo? Se não me perguntam o que é o tempo, eu sei. Se me perguntam o que é, então não sei”. Sinto o mesmo em relação à poesia.

julho 26, 2007

"Breve História do Horror"_microconto 09_Dez palavras

Outrora vinha do céu. Do cosmos.Atualmente está...no ar.

"Trivial Melancolia"_microconto 08_Dez palavras

Ridículo não era o ócio dela,era o pum, gente!

Por Marco Antônio de Araújo Bueno

julho 25, 2007

"Crueza Sutil do Seqëstro"_Microconto 07_07/07/2007_Para ti

“Crueza sutil do seqüestro”



Tamanha precisão ao nomeá-lo...Hoje – servidão: preciso, aflito d’algum eco!

Por Marco Antônio de Araújo Bueno
Microconto 07 (parâmetro: 10 palavras)

julho 04, 2007

"Agenda"_ Oficina-Mote: Depressão, pressão...

“Agenda”


Depressão é a Quarta da semana
Espremida entre uma segunda Terça
E outra Quinta que profana
A sexta em que a precipita.

Vem de pressão em pressão, decaída.
E cai, despenca; rebenta balaio consumido.
Precipitação de um fora para o fundo
Liquefeito na evasão insana. Um Sancho
De Quixote prescindido.

E emenda vazios com vazio não cerzido.
E no frio, respinga ainda suor na agenda,
Comprimindo risco, cuspe e fato
Num garrancho esquartejado.
Compreensão? Coisas da vida? Não!
Depressão é a letra tremida.

junho 23, 2007

"Odisseu" _ Mote: Clichê no cinema

Odisseu

Por Marco Antônio de Araújo Bueno

Ele estava imbuído de um estilo Chacal.
(Confeitos de cânhamo embebidos em mate);
Vestiu rigoroso traje anti-suspeição e o retocou.

Ganhou a rua, solene, dobrou a echarpe; café!
Acenou ao táxi que não parou, seguiu a pé.
Economia de atos, beirava o trivial, rito e rigor.

Transeuntes pelo museu, ele em transe, trivial.
Pés e mãos gelados em pleno local calafetado.

O cânhamo dilatou a escultura do Canhão. Acenou:
"Leve a peça até a moto, lado a lado, comigo, espeto-lhe!"

Na saída, desarmado da caneta Picasso que nada espetou,
Só via o Canhão reposto ao pilar, soar de sirene e camburão.

Em cana, em fim, apenas uma beatitude e cabeça oca.
Suspeitou: há xixi no traje todo; irretocável. E sorriu.
Depois chorou, exausto. Pediu um mate, alguém gargalhou.

junho 21, 2007

"Variações do Desvario"_Micro Conto 04(10 palavras)

"Variações do Desvario"

Marco Antônio de Araújo Bueno


Naquela loucura de vida, enlouqueceu.Marido achou aquilo muito louco.