PROSÓDIAS

FACEBOOK

FESTINA LENTE PELO MUNDO

Map

BO ! (aramaico)

abril 15, 2008

"Em Suma, Idiota : Microconto 26; dez palavras

26. Em Suma, Idiota :

Tencionava pro-ferir: senta, fica, dá beijinho e não vai embora !

abril 04, 2008

Citação que inspira minha tese de doutorado - Unicamp/08

"(...) desejaria reunir uma colecção de contos de uma única frase, ou de uma só linha, se possível."
Italo Calvino - seis propostas para o próximo milénio.



{Do site de L. Eine, o editor da Minguante que sugeriu ao Carlos Seabra, que intitulasse seu e-book de micronarrativas de "E-pifanias". Em 2007, eu, no rastro de Santo Tomás de Aquino, de Jacques Lacan, de Júlio Cortazar e, especialmente, de James Joyce(no embrião do que seria o "Retrato do Artista Quando Jovem" e pelas notas melodiosas de seu "Ulisses") já intitulava minha tese assim: "Brevidade e Epifania na Micronarrativa Contemporânea". A idéia: sustar,com competência lingüística, um conto brevíssimo(trabalhei com os de dez palavras, monofrásicos ou com menos de 300 caracteres)poderia suscitar, no leitor não preguiçoso, algo da órdem de uma revelação súbita - epifânica! Joyce achava que isso era ofício do homem de letras - colher fragmentos do chão mais trivial, mais comezinho do cotidiano e torná-los epifânicos, literalizando-os.No Brasil, de Machado de Assis a Dalton Trevisan, passando pelo capítulo de frase única("Natal") no João Miramar do Oswald
Na "Poética"(cap. XVIII), Aristóteles,aplicando brevidade na Odisséia (!) já apontava a concisão como desejável ao efeito no leitor. Em Santo Tomás, o Brevitas;Contemporâneos? Pois bem, a metáfora do iceberg de Hemingway e a idéia de "história aparente" e "história oculta" em Ricardo Píglia e mais Tchekhov e Poe - tudo apontando para a condensação e a elípce(se bem lembramos Freud, inclusive para o efeito anedótico...)como recursos narrativos que, quando radicalizados, potencializariam efeitos impactantes,epifânicos! Ora, há uma trajetória e tanto nisso tudo, reduzida (ou, não desenvolvida nem mencionada)no prefácio ao "E-pifanias" editado (e prefaciado)pelo Sr.L. Eine, a quem dou os devidos créditos pela citação de Ítalo Canvino.Parabéns a nós todos, portanto, inclusive ao escritor Marcelo Spalding Perez, autor da dissertação de mestrado(pela UFRGS) que, com a integridade e generosidade intelectuais tão rarefeitas hoje,oferece-nos um desbravador itinerário acadêmico por estas sendas,tão afeitas à hipermodernidade, como o diria Gilles Lipovetsky.

março 17, 2008

"Denegação" - Microconto 25; dez palavras

25. “Denegação”

Ausentei-me ao funeral de meu esposo; vê-lo tão sem vida...

março 06, 2008

"Pharmakon Mater" - Microconto 24; dez palavras

24. “Pharmakon Mater”

Jr. apunhalou-me pelas costas...(!) o que brotou das minhas estranhas...(!)

fevereiro 29, 2008

Microconto 14: "Desertor no Deserto"- Partes I e II_ Inspirado do filme"Paradise Now"-publicado na Minguante 9

A única revista internacional exclusiva de micronarrativas - www.minguante.com -
acaba (hoje, no 29 de Fevereiro de 2008 - bisexto)de publicar o Microconto 14 -"Desertor no Deserto". O mais curioso: trata-se de um micro de dez palavras, estilisticamente dividido em duas partes: Parte I e II (ambas com dez palavras). Eis
um dos achados com que tenho me deparado, na construção exploratória desses MCs para a minha tese de doutorado e,ao que tudo indica, acolhido mesmo, pelos meus pares, em sua inusual estratégia de desdobramento. Pelo que me consta,há algum ineditismo nisto e a bandeira que precede o nome do autor (o site tem cerca de uma centena, entre portugueses, brasileiros, angolanos, etc.)é a bandeira do Brasil. Isso não é um "piriquipaque" ufanista. É a expressão de uma conquista muito contente. E como diria o escritor e ficcionista Nelson de Oliveira -"(...)não há espaço para a modéstia na literatura contemporânea!" Há MCs meus publicados nas três edições anteriores da conceituada revista. E eu estou muito satisfeito com isso. Ponto!

"Ração de Ser" - Microconto 23; dez palavras

23. “Ração de Ser”

Procuro desesperadamente, minha boxer, alguém para trocar ração por razões...

fevereiro 06, 2008

"Imagens da Resistência"- Microconto 22_dez palavras

22. “Imagens da Resistência”


Postou-se nu diante do tanque – protesto! Então lavou suas cuecas.

fevereiro 04, 2008

"Casas de Praia" - Microconto 21(Dez palavras)

21. “Casas de Praia”

Visitou-a para botar reparo na torneira. Vedações expostas (...) – botou reparo!

janeiro 10, 2008

"Minha Contradição: o Fim da Picada"

20. “Minha Contradição: o Fim da Picada”


Percevejo, percevejo...Este crava fotos com tradição familiar. Aquele – bicho!

dezembro 31, 2007

"Duas mãos e o Sentimento do Mundo"

19- “Duas Mãos e o Sentimento do Mundo”

Meditou – quatro: número do equilíbrio. Entrementes, drummoniano, ficou em pé.

dezembro 06, 2007

"Processador Central" - Conto breve-Ficção científica(inédito)

“Processador Central”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno

Fui chamada às pressas ao pequeno apartamento de Liza. Era madrugada alta, tempo chuvoso. Mas, faminta apenas, ocupava-me em juntar condimentos leves à mistura das refeições do dia e escutava Ginastera, a “Variação canônica para oboé e fagote”; relíquia recuperada pelo meu ócio resignado desses últimos anos. Os 2:31 minutos que levava à repetição ad nauseum, repetição em volume reduzido nem tanto - enlevando-me e velando o misterioso sono de minha vizinhança zumbi. Quando em vez, fumava pelas frestas de um basculante; a fumaça conspiratória denunciada pela lúgubre luminância da rua fantasma. Pois bem, Liza, tivera um daqueles pesadelos reais.
Registrou o sonho, Liza? Não. Mas contou-me o suficiente às minhas anotações e, tendo antes ligado para mãe e, esta, insistido na idéia de recorrer a mim para acompanhar Liza ao centro, parecia mais determinada a agir que propriamente angustiada.
Interrompi o processamento dos meus resíduos culinários, insisti para que ela recolhesse do ralo do esquecimento, do aquém-linguagem, os resíduos de seu pesadelo e, com uma gravidade emputecida na voz, tentei dissuadi-la a se embrenhar pelo centro, como zumbi, na ilusão de mitigar suas intimidades angustiadas naquela maquinaria suspeita do “CPP” – nome obscuro para uma autarquia que se pretendia como um organismo público de processamento de pesadelos. Um contra senso instituído, em face da alta incidência de distúrbios do sono – pesadelos, aferida pelo Ministério do Trabalho e Lazer, desde o início de 2036.
Liza, sejamos razoáveis, passar por sessões relâmpago de dramatização do óbvio – que são ou teus fantasmas mesmo, ora! Filas, senhas e mais filas de pessoas apavoradas que não trocam palavra com medo de perder a vaga, depois...a Máquina! Mas mamãe conhece o sobrinho do homem da estatal que sabe de um psiquiatra gnomotivista-experimental (...). No cinzento daquela manhã, incapaz ou sem alma suficiente para dissuadir Liza de farfalhar sua singularidade pelos receptores daquela incubadora caleidoscópica., de espargir seus fragmentos oníricos pelos corredores de uma repartição pública cartorial, setorizada...kafkiana, minha recusa foi lapidar. Preciso passar pela “Retro-sensibilização”, retorquiu minha amiga, convicta de que já estivera impregnada por pesadelos classe “D” por mais de duas vezes naquele quadrimestre; risco de demissão na certa! Classe “D”, ruminei? É! “D”, de derrelição?! Ela recordou-se do texto de Hilda Hilst, mas não adiantou. Pairava sob síndrome de abstinência de substância específica: sentido.
Entrei pela manhã relendo fragmentos de alguns clássicos. Entre eles –Gilles Deleuze sobre coisas como a “máquina desejante”. Nas ruas, Liza, atarantada, na pressa, agonizava atropelada. Seu fantasma, para redimir minha recusa, lembrou-me um verso de “Iracema”, um clássico também, de Adoniran Barbosa: (...) "travessou contramão"! E eu? Ah,“eu sempre dizia”, deveras. Era a minha questão central. Paga ainda “meus alfinetes”, hoje.

novembro 29, 2007

"Infanticídio" - Microconto 18 (Dez palavras)

18. “Infanticídio”

...ração matinal; foi-se. Golpe-1 da foice...imensidão canavial do dia.

novembro 27, 2007

"Fragmento Parnasiano Pop" - Microconto 17(Inédito/para concurso)



Microconto disponível via solitação por e-mail, segundo alguns critérios de confiabilidade: araujobuenopsi@gmail.com. É condição mantê-lo rigorosamente inédito por quaisquer formatos de mídia. Estará no www.minguante.com em 2008.

novembro 23, 2007

"Uma dor; do nada?"- Microconto 16

16. “Uma dor; do nada?”

Face àquela pontada – sua face, estagnada. Trivialidade – uma ponta vaticinada...

novembro 22, 2007

Recuperado o cartoom do Miran -Mote do soneto "testemunhado" pela Oficina de Nelson de Oliveira/06



Pela data ( 02/2007)ou busca no blog ("Aniversário de um poema de oficina...")chega-se às circunstâncias que envolveram a construção de um "soneto" ("Aquele cuja fome espera")que se abriu a tantas e tão díspares interpretações, quando premiado em concurso, e, capa de alguns sites, quase já aniversariando (é de 2006!), implodiu suas potencialidades de polissemia. Caso curioso do que Umberto Eco chamaria "obra aberta". Ou vicissitudes de hermenêuticas literárias extemporâneas. Ou essas alquimias literárias, etc., etc., não?