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BO ! (aramaico)

março 06, 2008

"Pharmakon Mater" - Microconto 24; dez palavras

24. “Pharmakon Mater”

Jr. apunhalou-me pelas costas...(!) o que brotou das minhas estranhas...(!)

fevereiro 29, 2008

Microconto 14: "Desertor no Deserto"- Partes I e II_ Inspirado do filme"Paradise Now"-publicado na Minguante 9

A única revista internacional exclusiva de micronarrativas - www.minguante.com -
acaba (hoje, no 29 de Fevereiro de 2008 - bisexto)de publicar o Microconto 14 -"Desertor no Deserto". O mais curioso: trata-se de um micro de dez palavras, estilisticamente dividido em duas partes: Parte I e II (ambas com dez palavras). Eis
um dos achados com que tenho me deparado, na construção exploratória desses MCs para a minha tese de doutorado e,ao que tudo indica, acolhido mesmo, pelos meus pares, em sua inusual estratégia de desdobramento. Pelo que me consta,há algum ineditismo nisto e a bandeira que precede o nome do autor (o site tem cerca de uma centena, entre portugueses, brasileiros, angolanos, etc.)é a bandeira do Brasil. Isso não é um "piriquipaque" ufanista. É a expressão de uma conquista muito contente. E como diria o escritor e ficcionista Nelson de Oliveira -"(...)não há espaço para a modéstia na literatura contemporânea!" Há MCs meus publicados nas três edições anteriores da conceituada revista. E eu estou muito satisfeito com isso. Ponto!

"Ração de Ser" - Microconto 23; dez palavras

23. “Ração de Ser”

Procuro desesperadamente, minha boxer, alguém para trocar ração por razões...

fevereiro 06, 2008

"Imagens da Resistência"- Microconto 22_dez palavras

22. “Imagens da Resistência”


Postou-se nu diante do tanque – protesto! Então lavou suas cuecas.

fevereiro 04, 2008

"Casas de Praia" - Microconto 21(Dez palavras)

21. “Casas de Praia”

Visitou-a para botar reparo na torneira. Vedações expostas (...) – botou reparo!

janeiro 10, 2008

"Minha Contradição: o Fim da Picada"

20. “Minha Contradição: o Fim da Picada”


Percevejo, percevejo...Este crava fotos com tradição familiar. Aquele – bicho!

dezembro 31, 2007

"Duas mãos e o Sentimento do Mundo"

19- “Duas Mãos e o Sentimento do Mundo”

Meditou – quatro: número do equilíbrio. Entrementes, drummoniano, ficou em pé.

dezembro 06, 2007

"Processador Central" - Conto breve-Ficção científica(inédito)

“Processador Central”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno

Fui chamada às pressas ao pequeno apartamento de Liza. Era madrugada alta, tempo chuvoso. Mas, faminta apenas, ocupava-me em juntar condimentos leves à mistura das refeições do dia e escutava Ginastera, a “Variação canônica para oboé e fagote”; relíquia recuperada pelo meu ócio resignado desses últimos anos. Os 2:31 minutos que levava à repetição ad nauseum, repetição em volume reduzido nem tanto - enlevando-me e velando o misterioso sono de minha vizinhança zumbi. Quando em vez, fumava pelas frestas de um basculante; a fumaça conspiratória denunciada pela lúgubre luminância da rua fantasma. Pois bem, Liza, tivera um daqueles pesadelos reais.
Registrou o sonho, Liza? Não. Mas contou-me o suficiente às minhas anotações e, tendo antes ligado para mãe e, esta, insistido na idéia de recorrer a mim para acompanhar Liza ao centro, parecia mais determinada a agir que propriamente angustiada.
Interrompi o processamento dos meus resíduos culinários, insisti para que ela recolhesse do ralo do esquecimento, do aquém-linguagem, os resíduos de seu pesadelo e, com uma gravidade emputecida na voz, tentei dissuadi-la a se embrenhar pelo centro, como zumbi, na ilusão de mitigar suas intimidades angustiadas naquela maquinaria suspeita do “CPP” – nome obscuro para uma autarquia que se pretendia como um organismo público de processamento de pesadelos. Um contra senso instituído, em face da alta incidência de distúrbios do sono – pesadelos, aferida pelo Ministério do Trabalho e Lazer, desde o início de 2036.
Liza, sejamos razoáveis, passar por sessões relâmpago de dramatização do óbvio – que são ou teus fantasmas mesmo, ora! Filas, senhas e mais filas de pessoas apavoradas que não trocam palavra com medo de perder a vaga, depois...a Máquina! Mas mamãe conhece o sobrinho do homem da estatal que sabe de um psiquiatra gnomotivista-experimental (...). No cinzento daquela manhã, incapaz ou sem alma suficiente para dissuadir Liza de farfalhar sua singularidade pelos receptores daquela incubadora caleidoscópica., de espargir seus fragmentos oníricos pelos corredores de uma repartição pública cartorial, setorizada...kafkiana, minha recusa foi lapidar. Preciso passar pela “Retro-sensibilização”, retorquiu minha amiga, convicta de que já estivera impregnada por pesadelos classe “D” por mais de duas vezes naquele quadrimestre; risco de demissão na certa! Classe “D”, ruminei? É! “D”, de derrelição?! Ela recordou-se do texto de Hilda Hilst, mas não adiantou. Pairava sob síndrome de abstinência de substância específica: sentido.
Entrei pela manhã relendo fragmentos de alguns clássicos. Entre eles –Gilles Deleuze sobre coisas como a “máquina desejante”. Nas ruas, Liza, atarantada, na pressa, agonizava atropelada. Seu fantasma, para redimir minha recusa, lembrou-me um verso de “Iracema”, um clássico também, de Adoniran Barbosa: (...) "travessou contramão"! E eu? Ah,“eu sempre dizia”, deveras. Era a minha questão central. Paga ainda “meus alfinetes”, hoje.

novembro 29, 2007

"Infanticídio" - Microconto 18 (Dez palavras)

18. “Infanticídio”

...ração matinal; foi-se. Golpe-1 da foice...imensidão canavial do dia.

novembro 27, 2007

"Fragmento Parnasiano Pop" - Microconto 17(Inédito/para concurso)



Microconto disponível via solitação por e-mail, segundo alguns critérios de confiabilidade: araujobuenopsi@gmail.com. É condição mantê-lo rigorosamente inédito por quaisquer formatos de mídia. Estará no www.minguante.com em 2008.

novembro 23, 2007

"Uma dor; do nada?"- Microconto 16

16. “Uma dor; do nada?”

Face àquela pontada – sua face, estagnada. Trivialidade – uma ponta vaticinada...

novembro 22, 2007

Recuperado o cartoom do Miran -Mote do soneto "testemunhado" pela Oficina de Nelson de Oliveira/06



Pela data ( 02/2007)ou busca no blog ("Aniversário de um poema de oficina...")chega-se às circunstâncias que envolveram a construção de um "soneto" ("Aquele cuja fome espera")que se abriu a tantas e tão díspares interpretações, quando premiado em concurso, e, capa de alguns sites, quase já aniversariando (é de 2006!), implodiu suas potencialidades de polissemia. Caso curioso do que Umberto Eco chamaria "obra aberta". Ou vicissitudes de hermenêuticas literárias extemporâneas. Ou essas alquimias literárias, etc., etc., não?

novembro 20, 2007

"Nós na Cama" - Crônica publicada no Garganta da Serpente

Está no "Garganta"...
Tinha pedido para a Agostina publicar essa crônica (escrita para a revista "Showroom",em minha coluna "COTIDIANO", da VW e voltada ao ramo automotivo- o que explica tratá-lo por "carro leitor") que a publicasse junto ao microconto "Nós na Rede". É que se trata, além do contraste e da diferença de gêneros literários, também de "nós" diferentes. Vide índice.

novembro 14, 2007

"Expedientes Maternos-I": microconto 15

15. “Expedientes Maternos I”

Temendo muito que os filhos caíssem, acolchoava seus porta retratos.

novembro 05, 2007

Minguante.com 8 já na rede. Há novidades.

Vale a pena acompanhar as novidades teóricas e produções recentes de micronarrativa no site internacional (com mais de uma centena de colaboradores):

www.minguante.com